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Robôs estão lutando em jaulas, dançando, dando mortais no parkour, e tudo indica que o futuro tem uma coreografia cheia de estilo.

Uma demo perfeita pode fazer um problema não resolvido parecer resolvido. Mas o que acontece se mudarmos a cozinha, escondermos a tigela ou dermos ao robô uma ferramenta que ele nunca usou?

Um robô pode reconhecer um ovo, mas consegue pegar um ovo molhado, perceber que ele está escorregando e ajustar a pegada sem quebrar a casca? Se o ovo quebrar, consegue limpar a sujeira e terminar o café da manhã sem que uma pessoa assuma o controle? E consegue fazer isso de novo amanhã, numa cozinha que nunca viu?

Reconhecer um objeto é um primeiro passo, mas o trabalho produtivo exige um entendimento prático de força tátil, resistência dos materiais e mecânica dos fluidos: como o atrito muda uma pegada, quanta força uma casca aguenta e como um pano absorve o que foi derramado.

Um copo quebra numa pia cheia de louça e água com sabão. Os cacos transparentes ficam difíceis de ver debaixo d'água, alguns se prendem entre os pratos, e mexer na louça pode soltar mais fragmentos na água. O robô precisa sair do modo lavagem e entrar no modo recuperação: escolher as ferramentas certas, localizar e recolher os cacos e limpar a pia sem esmagar os cacos em pedaços menores nem arrastar nenhum para o próximo prato.

Uma máquina precisa antecipar o que vem a seguir e se ajustar quando a realidade foge da previsão. A autonomia vai acontecer aos poucos, à medida que a lacuna de capacidade se fecha, tarefa por tarefa e ambiente por ambiente.

Operadores humanos cobrem essa lacuna: controlam os robôs, lidam com as exceções e fazem as recuperações que ainda estão além da máquina. E vão continuar fazendo isso sempre, nos novos ambientes de cauda longa que um mundo e uma economia em expansão constante não param de criar.

À medida que os robôs precisam de cada vez menos ajuda humana, operar um robô fica mais barato. Automatizar mais trabalhos passa a compensar, mais empresas adotam robôs e o mercado cresce: quatro vezes mais robôs, cada um precisando de metade da ajuda, ainda significam o dobro de suporte humano.

Essa expansão não para de abrir ambientes novos, cada um com sua própria configuração: casas, fábricas e canteiros de obras vão evoluir, novas indústrias criam novos tipos de trabalho, e a exploração espacial leva essa fronteira ainda mais longe.

Operadores humanos permitem que os robôs comecem a fazer esse trabalho antes de darem conta de todas as situações sozinhos. As intervenções deles ajudam a melhorar a autonomia e a baixar os custos, e tornam possível a próxima onda de implantações.

Essas implantações levam mais robôs para mais lugares, onde os operadores ajudam com as próximas tarefas desconhecidas e as próximas recuperações.

Acreditamos que esse mercado em expansão vai criar demanda por suporte humano mais rápido do que a autonomia reduz a ajuda de que cada robô precisa. Por isso, prevemos que a demanda por operadores de robôs qualificados vai crescer de forma exponencial à medida que a fronteira da implantação avança.

Estamos construindo a infraestrutura de operação para máquinas físicas: as pessoas, as ferramentas e as redes de campo que colocam os robôs para trabalhar, dão suporte a eles nos seus limites e levam experiência física útil de volta para os pesquisadores.

Acreditamos que o maior impacto vem da Deployment Velocity: ampliar a implantação produtiva e encurtar os ciclos de feedback que transformam experiência física em mais capacidade e em trabalho com resultado positivo.

Progresso significa mais trabalho concluído com confiabilidade, períodos mais longos de autonomia e mais resultado positivo a cada hora de suporte humano.

Deployment Velocity é um jogo de distribuição e logística, e a robótica também. Estamos só começando, já estamos acelerando, e não tem volta.

Se você pode nos ajudar a levar esta civilização ao próximo nível, quero falar com você: armin@hub.xyz